Entre os atrativos da seleção, estão as remunerações (R$4.583,09 para técnico e R$7.141,52 para analista, já incluindo benefícios), a estabilidade, garantida pelo regime estatutário do MPU, e o status. Como a instituição é composta pelos ministérios públicos Federal (MPF), do Trabalho (MPT), Militar (MPM) e do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), ela própria decidirá como alocar os classificados, respeitando a cidade de vaga.
De acordo com a Assessoria de Comunicação Social do MPU, as remunerações são formadas por vencimentos básicos (R$2.662,06 para técnico e R$4.367,68 para analista), Gratificação de Atividade do MPU - Gampu, correspondente a 50% dos vencimentos (R$1.331,03 para técnico e R$2.183,84 para analista) e auxílio-alimentação (R$590).
A valorização do servidor é comprovada pelos benefícios que o MPU proporciona, como auxílio pré-escolar ou creche (R$237,50, para filhos com até seis anos), plano de saúde (titular e dependentes), vale-transporte e programa de qualidade de vida, segundo informou o secretário-geral do órgão, Lauro Cardoso. A carga de trabalho é de 40 horas semanais, com exceção para cargos com legislação própria.
Ainda de acordo com Cardoso, a seleção consistirá em exames objetivos, discursivos e práticos, dependendo da função escolhida. "O candidato poderá usar o programa do último concurso como referência. O que se discute é o aperfeiçoamento desse conteúdo", disse.
Mais vagas no MPU - Enquanto o edital do concurso para a área de apoio do MPU está prestes a sair, prossegue tramitando, no Congresso Nacional, o Projeto de Lei da Câmara (PLC) nº 86/2010 (anteriormente conhecido como Projeto de Lei nº 5.491/2009), que prevê a criação de 6.804 cargos efetivos no órgão (3.055 técnicos e 3.749 analistas).
A matéria será aprovada pelo senador Demóstenes Torres (DEM-GO), designado relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal, que preside. Conforme afirmou à FOLHA DIRIGIDA, a expectativa é colocá-la na pauta de votação na instância em cerca de duas semanas. A proposta só não seguirá para sanção presidencial, após apreciação na CCJ, se for impetrado um recurso, o que parece ser improvável, segundo o parlamentar.
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